13 min de leituraModelo de Briefing

dez 3, 2020 | DIVI, Marketing, Marketing digital

O QUE É BRIEFING?

Uma pesquisa rápida no Google e você vai ver que briefing é um termo em inglês que significa resumo. E, falando de uma maneira mais simples, é o que de fato ele representa.

briefing é a base de um bom planejamento de comunicação. É o momento onde o atendimento da agência coleta o maior número de informações possíveis a respeito do cliente, através de reuniões e encontros. Essas informações são todas compiladas e dão origem ao briefing.

Existem modelos de briefing recomendados pela literatura e mais abaixo elencaremos algumas informações que deixarão o seu documento bem completo. No entanto, é importante salientar que não existe um modelo pronto. Cada agência e empresa utiliza aquele que se adapta melhor às suas necessidades e às necessidades dos clientes.

É importante ressaltar que o briefing não é uma exclusividade para trabalhos de agência. Se você é prestador de serviço pode, muito bem, utilizar-se das dicas que vamos passar abaixo para entender melhor o seu cliente.

O QUE NÃO PODE FALTAR EM UM BRIEFING?

Um briefing bem desenvolvido é o ponto de partida para qualquer trabalho. Mas, antes de entrarmos na importância do tópico em questão, vamos aos itens que devem compor um briefing.

O que iremos passar é um modelo de briefing completo! Questões como nível de complexidade do cliente, o tipo de serviço de comunicação a ser desenvolvido e disponibilidade de tempo para coleta de informações devem ser levadas em conta.

Dos itens que serão elencados abaixo é possível extrair informações úteis que irão facilitar o andamento do trabalho dos diversos setores que compõe a agência. Mas então, como elaborar um bom briefing? Vamos à resposta.

  1. Identificação do produto ou serviço

Conhecer a fundo o objeto do seu trabalho, é fundamental, afinal, para poder criar uma campanha e atender o seu cliente, é preciso conhecer a fundo o que ele oferece.

Informações como denominação do produto ou serviço, local e formas de uso, características da embalagem (se for o caso), atributos oferecidos, imagem do produto ou serviço no mercado, o que os diferencia da concorrência, valor agregado, pontos fortes e fracos e se há ou não restrições legais.

  1. Mercado-alvo

Busque o máximo de informações sobre o mercado no qual o seu cliente está inserido. Aqui cabe, inclusive pesquisas à parte.

Procure saber o segmento de mercado e o seu tamanho. Qual a participação do seu cliente nesse mercado? Conheça também o ciclo de vida de demanda daquele mercado, ou seja, uma vez adquirido, qual o tempo para uma nova aquisição? É um mercado sazonal? Quais as tendências desse mercado?

  1. Target

target nada mais é que a definição do seu público-alvo, ou seja, quem você quer atingir com seus anúncios e campanhas. Aqui não vale poupar esforços, procure entender a fundo o cliente do seu cliente.

Qual o perfil demográfico do típico consumidor daquela empresa (idade, escolaridade, gênero, renda, ocupação)? Quais os comportamentos de compra, ou seja, as preferências, hábitos e atitudes? Qual a periodicidade de compra? Quem, de fato, efetiva a compra (muitas vezes uma criança é o alvo do produto ou serviço, mas quem dará o aval para a compra é o pai ou a mãe)? Qual a jornada de compra? Quais os benefícios esperados por aquele público ao adquirir o bem ofertado pela empresa?

  1. Canais de distribuição: a compreensão dos canais nos quais a empresa oferta o seu produto será importante para a proposição de ações e estratégias de ponto-de-venda, por exemplo

O seu briefing deve englobar os canais de marketing; sistema de logística; seleção de pontos-de-venda; adequação ao Ciclo de Vida do Produto; atuação no ponto-de-venda; questões legais e éticas nas relações de canal.

  1. Política de preços

O preço, na grande maioria dos casos, já não é, exclusivamente, um fator determinante na decisão de compra do consumidor. No entanto, em conjunto a outros argumentos, é uma estratégia de comunicação ainda muito utilizada.

Procure entender, portanto, quais os objetivos e determinações de preço do seu cliente. Existem restrições legais? Existe uma estratégia preço/qualidade? Qual o posicionamento, no que se refere a preço, daquele produto ou serviço em comparação com a concorrência? Existe uma relação custo/benefício? Qual? Existem promoções, descontos e concessões?

  1. Concorrentes

comunicação do seu cliente deve levar em conta as ações e posicionamentos dos seus concorrentes. E, por que não, um processo de benchmarking?

No seu briefing, responda a perguntas como: quais os concorrentes diretos e indiretos? Qual a política de preços adotada por eles, assim como as políticas de venda (descontos, promoções, prazos de pagamento, etc)? Pontos positivos e negativos dos concorrentes, quais são? Quais as estratégias de comunicação da concorrência (verbas, temas, conceitos de campanhas, sucessos, fracassos, mídia, períodos e durações das campanhas)?

  1. Objetivos e metas de comunicação

É compreender a mensagem que o seu cliente quer passar a respeito do produto ou serviço que ele oferece, assim como o seu posicionamento de comunicação.

Qual o objetivo de comunicação (novos clientes, manutenção de clientes, fortalecer a marca, reposicionamento de mercado, etc.)? Qual a imagem a ser passada? Devem-se exaltar quais atributos/serviços? Existem pontos negativos a serem evitados?

  1. Mídia

Definir os canais em que serão veiculadas as mensagens é uma das etapas cruciais no desenvolvimento do projeto, assim como a verba disponível para tal.

No briefing deve constar os objetivos de mídia, qual a verba para as campanhas, período de veiculação, meios recomendados e, caso existam, quais as restrições legais.

Bem completo, não é mesmo? Mas pode ter certeza que todas essas informações do briefing são de grande importância e agora falaremos o porquê disso.

A IMPORTÂNCIA DE ELABORAR UM BOM BRIEFING

Pois é, pode ter certeza que essa trabalheira toda não será em vão. Abaixo cinco pontos que vão convencer você do porquê o briefing é algo tão importante.

  1. A criação agradece

O briefing orientará a criação em todo o seu processo. Qual o produto ou serviço a ser divulgado? Quais os atributos devem ser destacados? As respostas para essas perguntas são fundamentais para o setor de criação.

Além disso, nutrir o setor de criação com informações como público-alvo, meios a serem utilizados, segmento, mercado-alvo, concorrentes, farão com que os trabalhos criados se tornem infinitamente mais assertivos aos objetivos de comunicação do seu cliente, trazendo os resultados por eles esperados.

Foquemos, por exemplo, na informação de público-alvo. A linguagem a ser utilizada, assim como layouts, imagens, enfim, toda a direção de arte, deverão ter como base o perfil daquele público. Se o target for composto por jovens e adolescentes, a criação terá um direcionamento. Caso seja um público mais formal, cabe à criação desenvolver ideias que casem com esse comportamento.

  1. O planejamento e a mídia agradecem

O planejamento das ações e campanhas deve estar em perfeita sintonia com as informações contidas no briefing. O orçamento do cliente deve estar alinhado com o que será produzido e com as ações e campanhas que serão propostas.

A mídia, por exemplo, tem que estar adequada a questões como: orçamento disponível pelo cliente, objetivos de comunicação, público-alvo, ações da concorrência, entre outros pontos.

Se o seu público-alvo são de classes mais baixas, eles, muito provavelmente, terão contato com determinado tipo de mídia. Caso fique definido que o meio de comunicação utilizado será a televisão, deve-se levar em conta que comerciais para esse tipo de meio exigem um investimento alto.

Portanto, mais uma vez, é fundamental saber o orçamento disponível pelo cliente.

  1. Sim, o atendimento também agradece

Não pense que toda essa trabalheira não irá auxiliar o próprio setor de atendimento que, no caso, é o principal responsável pela elaboração do briefing.

O documento servirá como um protocolo formal tanto para avaliar o trabalho proposto pela agência quanto as demandas vindas do cliente.

Ou seja, se no briefing foi definido que o objetivo das campanhas é o fortalecimento da imagem, por exemplo, as estratégias desenvolvidas pela agência deverão estar alinhadas em vista disso. Da mesma forma, o seu cliente não poderá cobrar da agência resultados que não condizem com os objetivos estratégicos definidos no briefing.

Por isso é importante que todas as informações estejam bem definidas.

Talvez você já tenha escutado essa frase “o atendimento é o advogado do cliente na agência e o embaixador da agência no cliente”. Isso significa que, muitas vezes, ele irá se encontrar no meio do fogo cruzado e o briefing será o documento pelo qual ele deverá balizar as suas decisões.

  1. A agência e o cliente agradecem

O trabalho da agência só existe a partir de um briefing. Como foi dito anteriormente, ele é o ponto de partida para os outros setores que existem na agência.

Um bom briefing, com informações completas, transmitirá maior segurança ao seu cliente. Além disso, evidencia um maior interesse da agência em entender o negócio do cliente como um todo.

Por incrível que pareça, a falta de clareza e transparência na comunicação entre cliente e agência, é a grande responsável por ruídos e conflitos entre os dois. Surge então o briefing como ferramenta que mostra ao cliente o total entendimento das suas demandas e dos seus objetivos.

  1. Os consumidores também agradecem

E aqui você talvez pense, “ok, ele foi longe demais”. Mas com tudo o que foi dito acima, fica bem claro que com um briefing bem elaborado, as chances de uma comunicação bem-feita aumentam consideravelmente.

Pense que o seu público-alvo tem um problema a ser resolvido. Logo, o briefing é a etapa onde você vai descobrir quem são essas pessoas e como o produto ou serviço do seu cliente vai auxiliá-las. Portanto, é bem seguro afirmar que os seus clientes agradecem quando tem acesso a um anúncio que case justamente com os anseios e desejos que ele possui.

 

FOnte:

bocaabocacomunicacao.com

 

1.      NECESSIDADES DO CLIENTE

 

  • Fale sobre sua empresa, o que ela faz, sua história e etc.
  • O que te levou a querer criar um site / uma loja virtual?
  • Caso já possua um site/loja virtual, quais resultados o site atual trás para a empresa?
  • O que você espera que vai acontecer quando a loja estiver online?
  • Para você, qual deve ser o principal objetivo da loja nova? Qual a necessidade do seu público que ele deve suprir?

 

2.      SOBRE A EMPRESA

 

  • Que serviços / produtos você oferece e a quanto tempo? Todos serão mostrados no site? Serão mostrados preços no site ou será necessário o usuário pedir um orçamento?
  • Os possíveis visitantes do site estão familiarizados com o produto que você oferece ou precisam ser apresentados?
  • A empresa possui missão, visão e valores definidos?
  • Quais dados de contato serão mostrados no site? Telefone, endereço e e-mail? Será necessária a criação de um formulário de contato?
  • É relevante mostrar os seus principais clientes / parceiros?
  • A empresa já possui identidade visual? As cores, tipografia e estilo já estão definidos e devem ser seguidos no site?

3.      SOBRE O SITE

 

  • Você já pensou em uma possível divisão do conteúdo no site (Páginas do site)?
  • O site vai precisar de alguma funcionalidade específica?
  • De quanto em quanto tempo as informações do site devem ser atualizadas?
  • Possui um domínio – ex: meusite.com.br?
  • Possui já uma logomarca?

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